Por Renato Moura Jr. • Editado por Léo Müller | 21/03/2026 às 13:00
A memória RAM é um dos componentes mais importantes de um smartphone, comumente levantando dúvidas a respeito da “quantidade ideal” na hora de comprar um celular novo. Para responder a essa questão, é preciso olhar tanto para o uso real no dia a dia quanto para as tendências de mercado.
A RAM (Random Access Memory) é a memória de trabalho do celular: é nela que o sistema operacional, aplicativos e processos em execução ficam armazenados enquanto o dispositivo está ligado. Quanto mais RAM disponível, mais aplicativos podem ficar abertos ao mesmo tempo sem serem fechados pelo sistema — e isso pode impactar diretamente na experiência de uso, especialmente em tarefas exigentes.
A quantidade de RAM recomendada para smartphones varia bastante, mas podemos estabelecer alguns padrões. Antigamente, 4 GB de RAM era o suficiente para aplicativos básicos, mas hoje essa quantidade é considerada obsoleta.
Atualmente, 8 GB de RAM seria o mínimo recomendado para “evitar apertos”, oferecendo espaço suficiente para alternar entre várias aplicações sem que o sistema precise recarregá-las com frequência. Isso significa melhor fluidez ao trocar entre navegador, mensagens e redes sociais, por exemplo.
Dispositivos com recursos avançados como inteligência artificial nativa, jogos pesados ou edição de vídeo tendem a se beneficiar com altos níveis de RAM.
Modelos com 12 GB ou mais conseguem manter muitas aplicações simultaneamente em memória e lidar melhor com processos complexos, como modelos de IA locais ou gráficos pesados sem que o sistema feche outras tarefas para liberar espaço.
Ainda assim, a diferença prática entre 8 GB e 12 GB varia conforme o perfil do usuário. Para quem usa poucos apps ao mesmo tempo ou prefere serviços baseados em nuvem, como streaming de vídeo, 8 GB pode ser mais do que suficiente por alguns anos.
Já para usuários mais exigentes, que mantêm muitas abas do navegador abertas, jogos rodando em segundo plano e aplicações de produtividade pesadas, os 12 GB oferecem uma margem extra de conforto. Qualquer número acima disso é lucro, mas certamente fará ainda mais diferença em atividades pesadas.
Vale observar que o cenário de hardware em 2026 está passando por mudanças. A escassez global de chips de memória RAM, impulsionada pela crescente demanda de data centers e aplicações de IA, tem impactado tanto a oferta quanto o preço dos componentes nos celulares.
Essa situação pode levar fabricantes a repensar estratégias de especificações em um futuro próximo: alguns modelos intermediários podem voltar a oferecer 4 GB ou 6 GB de RAM para manter preços competitivos, enquanto variantes mais premium tendem a manter 8 GB ou 12 GB como padrão.
Isso significa que, mesmo com a pressão para reduzir custos, os consumidores ainda precisam ficar atentos ao perfil de uso antes de escolher seu próximo aparelho.
RAM mais alta ainda não é uma garantia absoluta de desempenho melhor em todas as situações, mas é um fator importante para multitarefa, longevidade do dispositivo e suporte a tecnologias emergentes.
Em 2026, a quantidade mínima de RAM para a maioria das pessoas é cerca de 8 GB, oferecendo uma boa experiência de uso diário sem grandes gargalos.
Para usuários que buscam desempenho mais avançado, multitarefa intensiva, jogos ou recursos de inteligência artificial, 12 GB de RAM oferece margem extra e maior longevidade, garantindo que o aparelho permaneça fluido por mais tempo.
Já modelos com 4 GB ou 6 GB de RAM podem atender bem somente a quem faz uso mais básico do celular, mas não são recomendados para quem pretende usar o aparelho por vários anos sem quedas de desempenho.
E um alerta importante: apesar de as marcas insistirem em alternativas como RAM Boost ou RAM virtual, você deve ignorar esses recursos na hora de procurar um novo aparelho.
Esses recursos alocam parte do espaço do armazenamento para funcionar como RAM, mas isso não ajuda a manter o celuar funcionando rapidamente por ter um desempenho muito menor que o de uma RAM física.
Texto original: https://canaltech.com.br/smartphone/quanta-memoria-ram-um-celular-realmente-precisa-em-2026/