São Paulo – Em um evento realizado a mais de 100 metros de altura, com o skyline de São Paulo como pano de fundo, a Avon oficializou seu relançamento na América Latina. A novidade vai muito além de uma mudança estética: formaliza uma transformação estrutural que reposiciona a marca como uma FemTech, uma “startup do feminino”, que agora opera como uma plataforma tecnológica voltada a traduzir as necessidades das mulheres em inovação de alta performance e velocidade.
O encontro com parceiros e formadores de opinião marcou a transição para uma operação ágil, baseada em squads e tendências. Todo esse esforço foca na persona batizada de “Glow Getter” — a mulher latina das classes C e D, hiperconectada, que encara a vida com brilho nos olhos e brilho labial. A marca se adapta para estar presente em todos os ciclos dessa mulher, suprindo seus desejos e necessidades holísticas, sempre com foco em “valor percebido”: alta performance a preços competitivos.
A nova fase é liderada por uma gestão majoritariamente feminina e unifica a voz da marca nos países latinos.
“Não estamos apenas sendo relançados; estamos sendo reprogramados. A maior força da Avon reside em seu pioneirismo histórico. Ao analisarmos profundamente nossa trajetória global, percebemos que a Avon sempre foi uma marca à frente de seu tempo. São mais de mil patentes acumuladas que, somadas a marcos que influenciaram toda a categoria, revelam uma essência típica de uma empresa de tecnologia, como conhecemos hoje. No nosso caso, uma FemTech atemporal.”, afirmou Tatiana Ponce, CMO e vice-presidente de inovação de Natura e Avon.
Desde sua fundação em 1886, a Avon desafiou tabus ao fomentar o empreendedorismo e a independência financeira feminina — um marco estabelecido 62 anos antes de a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU afirmar a igualdade de direitos entre homens e mulheres.
A marca consolidou seu pioneirismo ao ditar tendências que transformaram a indústria global: foi a primeira a isolar a Vitamina C pura e a democratizar o uso do Retinol, derivado da Vitamina A consagrado como padrão-ouro da dermatologia para renovação celular. Além disso, revolucionou o mercado com o Protinol, sua exclusiva tecnologia antissinais.
“A mudança acontece no logotipo, na expressão visual e estética que refletem o novo modelo da marca com uma nova arquitetura de portfólio e processos de produção mais inteligentes, que traduzem o que chamamos de Tecnologias do Feminino. Desta forma, o reposicionamento não é apenas estético, trata-se de uma atualização do ‘Sistema Operacional’ da Avon. As necessidades das mulheres são o nosso principal dado de entrada para o desenvolvimento ágil de produtos”, explica a executiva.
“Como uma marca historicamente feita por e para mulheres, ficamos felizes em ver que a indústria tem se voltado, mais recentemente, para demandas femininas que foram negligenciadas no passado. Esse movimento de mercado reforça nossa crença de que um mundo melhor para as mulheres é um mundo melhor para todos”, conclui Ponce.
Presente no imaginário popular e na memória afetiva dos consumidores, a Avon busca transformar nostalgia em “newstalgia”.
“Vamos nos reconectar com o nosso passado icônico para fomentar um futuro próspero”, afirma Tatiana.
Como parte do relançamento, a marca revisitará ícones que marcaram épocas, lançando releituras modernas e tecnológicas. O foco é criar uma conexão legítima com o público jovem através de produtos que atendam às demandas dessa nova geração, promovendo um diálogo cultural entre as gerações Alfa e Z com aquelas que já possuem uma relação histórica com a marca.
O objetivo central da renovação é converter o massivo reconhecimento da marca — 90% na América Latina — em vendas. Para isso, a Avon aposta em um novo sistema de design e inovação ágil para garantir uma operação de alta rentabilidade, competitividade e relevância cultural para as classes C e D. O reposicionamento da Avon na América Latina é autofinanciado.
A Avon sempre se definiu como uma marca para mulheres. A grande virada agora é a adoção do modelo FemTech — tecnologia aplicada ao universo feminino. Mais do que uma indústria de cosméticos, a marca passa a se posicionar como uma plataforma tecnológica de beleza.
Identidade Visual: A nova logomarca nasceu inspirada pela linguagem de algoritmos digitais (> e
Público-Alvo: A consumidora Avon passa a ser definida pela persona da “Glow Getter”: a mulher latina que corre atrás dos seus sonhos com brilho nos olhos e brilho labial. A marca se adapta para estar presente em todos os ciclos dessa mulher, suprindo seus desejos e necessidades de forma holística.
Demografia: O foco está nas consumidoras das classes C e D, hiperconectadas, que buscam “valor percebido” — ou seja, alta performance a preços competitivos.
A Avon rompeu com o modelo tradicional de desenvolvimento de produtos ao implementar squads multidisciplinares, unindo áreas como P&D, Marketing e Suprimentos. O objetivo é operar com mais agilidade para disponibilizar soluções ao mercado com velocidade.
Redução de Ciclo: O tempo de lançamento de um produto já vem sendo reduzido de 18 meses para uma janela de 4 a 6 meses em projetos de baixa complexidade. Em projetos mais disruptivos, a esteira também está mais ágil do que o tradicional.
Prova de Conceito: O case da coleção em collab com Ana Castela, lançada em 2025, validou o modelo. Desenvolvido em tempo recorde de cinco meses, o lançamento superou as metas de venda e atraiu consultoras mais jovens para a base da marca.
Inteligência Artificial: A mudança na Avon também passou por adotar novas tecnologias como necessidade estratégica para viabilizar a nova forma de executar projetos. Como é uma operação com P&L autofinanciado, cada investimento precisa gerar otimização imediata. Para garantir velocidade mais ágil de time to market, a marca construiu 20 agentes de Inteligência Artificial. Um dos maiores ganhos está na curadoria e repaginação do vasto banco de dados da companhia. Em vez de produzir do zero, a Avon utiliza IA para minerar recursos que já possui. Através da tecnologia, a empresa faz uma releitura de conteúdos existentes, apresentando-os com uma estética moderna e jovem, economizando tempo e recursos de produção.
A empresa foca em uma estratégia de Master Brand, e não em submarcas. A inovação agora é tratada como tecnologia transversal, conceito que a empresa denomina “Tecnologias Navegáveis“.
Transversalidade: Tecnologias de sucesso em uma categoria migram para outras. O exemplo máximo é a linha Power Stay, ícone da maquiagem de longa duração. A tecnologia foi transposta para a perfumaria, resultando em um desempenho 180% acima das metas projetadas.
Foco em produtos de valor e margem: O plano estratégico prevê eliminar itens de baixa margem e concentrar esforços em inovações de alto valor agregado. Diferenças locais devem representar apenas 20% a 30% do mix, aproveitando sinergias para sanear o negócio e garantir uma operação eficiente e lucrativa.
A Nova Avon busca a unificação total entre o físico e o digital. A marca está expandindo sua capilaridade para que a consultora de beleza atue como uma influenciadora digital e ponto de conexão física com as consumidoras.
Presença no Varejo: A marca hoje está presente em mais de 1.200 pontos de venda através de 14 parceiros estratégicos, como Soneda e Sumirê.
Aposta Farmacêutica: Até o final de 2026, a presença será ampliada em redes farmacêuticas, consolidando a marca em locais de conveniência e alto tráfego, garantindo ainda mais acesso às consumidoras.
Texto original: https://www.promoview.com.br/avon-faz-relancamento-em-sp-e-inaugura-dna-de-femtech/