Nvidia prevê vendas de US$ 78 bilhões no 1º trimestre fiscal, acima das previsões

Pessoa passa por painel com logomarca da Nvidia na Computex em Taiwan em junho de 2024 — Foto: Ann Wang/Reuters

A Nvidia projetou nesta quarta-feira (25) uma receita para o primeiro trimestre acima das previsões do mercado, impulsionada pelos fortes investimentos de grandes empresas de tecnologia em seus processadores de inteligência artificial.

A fabricante de chips prevê vendas de US$ 78 bilhões no primeiro trimestre fiscal, com variação de 2% para mais ou para menos. O valor supera a média das estimativas de analistas compiladas pela LSEG, de US$ 72,60 bilhões.

🚨 Investidores aguardavam os resultados da Nvidia para avaliar se as centenas de bilhões de dólares que as grandes empresas de tecnologia vêm investindo em infraestrutura de data centers estão gerando retorno.

Wall Street aposta em sinais de demanda firme pelos chips de inteligência artificial de ponta da Nvidia, diante dos elevados investimentos anunciados por Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta, que devem somar ao menos US$ 630 bilhões em 2026.

A maior parte desses recursos será destinada a data centers e processadores.

Empresas e governos intensificam investimentos na corrida para desenvolver tecnologias de inteligência artificial cada vez mais sofisticadas, sob o risco de ficarem para trás.

No entanto, começam a surgir sinais de que a longa hegemonia da Nvidia na fabricação de chips de inteligência artificial pode estar ameaçada. A AMD deve lançar ainda este ano um novo servidor de IA de ponta e já fechou acordos com clientes importantes da Nvidia, incluindo a Meta.

O Google, por sua vez, desponta como um dos principais concorrentes após fechar um acordo para fornecer à Anthropic — criadora do chatbot Claude — seus próprios chips, conhecidos como TPUs.

A empresa, controlada pela Alphabet, também negocia o fornecimento desses processadores à Meta, segundo relatos da imprensa.

As grandes empresas de tecnologia têm investido cada vez mais no desenvolvimento de chips próprios para ampliar seu poder computacional, destinando esses processadores a seus centros de dados.

Texto original: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/02/25/resultados-nvidia.ghtml